Eu nunca soube fazer carnaval.
Sempre achei a globeleza uma gostosa, já arrepiei ouvindo na TV o tumtumtum da Portela, fiz visitas culturais a carnavais de outros
países, e até cantarolei “retalhos de cetim” em algum momento da vida, enquanto,
pequena, ouvia minha mãe a assoviar da cozinha. Mas nunca realmente saí de
casa pra pular atrás de bloquinho de carnaval.
É como se “o carnaval fosse tipo
aqueles aparelhos da polishop que você compra, espera ansiosamente e quando
chega não tem a MAIS PUTA IDEIA do que fazer com ele”, diria a Drê. Mas nesse ano prometi que a
equação pree + carnaval tinha que acontecer. Na rua.
Preparei confetes, tapa sexo e glitter e fui parar no bloco dos Populares em Pânico, acompanhada de um bando de roqueiro gente boa que ouvia a clássicos do rock’n roll e bebia uísque até o coma. Tá, não é a mesma coisa, mas conta, vai.
Preparei confetes, tapa sexo e glitter e fui parar no bloco dos Populares em Pânico, acompanhada de um bando de roqueiro gente boa que ouvia a clássicos do rock’n roll e bebia uísque até o coma. Tá, não é a mesma coisa, mas conta, vai.
Foi meu primeiro passo para o usufruto semântico da coisa e achei deveras divertido. E cheio de experiências antropológicas: lá em carnaland parece que vale tudo. Bebe-se até cair depois da vírgula. Coisa assim, que vem de
dentro: “põe pra dentro, que hoje é carnaval!”. True story. Me senti meio burra, mas foi até
divertido, tirando a ressaca.
Ano que vem, eu vou pro samba.


